Reconstrução Mamária

Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)
Quando são diagnosticadas com câncer de mama, a maioria das mulheres precisa passar pela mastectomia, que retira totalmente um ou ambos os seios, ou pela quadrantectomia, que representa uma retirada parcial das mamas. Além de toda a carga emocional que a doença traz às pacientes, elas precisam lidar com a ideia devastadora de perder os seios, que estão entre as características mais marcantes do corpo feminino.
Felizmente, existem possibilidades de trazer de volta a autoestima dessas pacientes, como por meio da cirurgia de reconstrução mamária. O procedimento consiste na recuperação do volume e formato de uma ou ambas as mamas, seja por meio da utilização dos próprios tecidos da paciente ou por meio da colocação de próteses de silicone.
Índice
Quando é possível realizar a reconstrução mamária?
A reconstrução mamária é indicada para as mulheres que passaram pela mastectomia ou pela quadrantectomia. Nos casos em que a mastectomia é feita por causa do câncer de mama, a reconstrução pode ser muito importante para restaurar a qualidade de vida da paciente, uma vez que a saúde mental costuma ser muito abalada pelos processos de tratamento contra a doença.
A possibilidade da reconstrução deve ser considerada desde o início do tratamento, sendo discutida com o mastologista e com um cirurgião plástico, para determinar o quanto de tecido pode ser reconstruído de acordo com a necessidade de tratamento da paciente. A indicação é individualizada, mas, de modo geral, a grande maioria das pacientes que fazem a mastectomia ou a quadrantectomia podem fazer a reconstrução mamária.
Como é feita a cirurgia de reconstrução de mama?
Como dito anteriormente, a cirurgia de reconstrução mamária pode ser realizada ainda durante a mastectomia, quando chamamos de reconstrução mamária imediata. Pode ainda ser feita de forma tardia, após a cicatrização ou após o tratamento. A escolha pelo momento da reconstrução pode ser feita de acordo com a avaliação e com o desejo da paciente.
Independentemente do momento de realização, a cirurgia de reconstrução mamária deve ser feita em ambiente hospitalar, com a paciente sob anestesia geral. A reconstrução em si pode ser realizada das seguintes maneiras:
- Prótese de silicone: tipo de reconstrução mamária mais comum, a prótese de silicone é colocada em substituição à glândula mamária. É possível escolher modelos de implantes que possibilitem que os seios recuperem boa parte do formato e do volume perdidos na mastectomia;
- Rotação de retalhos: neste tipo de cirurgia, são utilizados tecidos (pele, gordura e músculo) de outras áreas do corpo para reconstruir a mama;
- Expansores teciduais de mama: o expansor é um dispositivo semelhante a um implante vazio. Nesta técnica, o expansor pode ser colocado inteiramente sob a musculatura do tórax e, posteriormente, vai sendo preenchido no consultório aos poucos por soro fisiológico por meio de uma válvula. Dessa forma, a pele e a musculatura do tórax se expandem progressivamente e vão se adaptando até a possibilidade da colocação de uma prótese definitiva ou troca por um retalho. Geralmente, quando a reconstrução mamária é iniciada com um expansor tecidual, o resultado pode ser mais previsível e seguro;
- Lipoenxertia: o enxerto de gordura é muito utilizado na reconstrução mamária. As suas funções são: melhorar a qualidade da pele da mama após a mastectomia, adicionar volume extra às mamas para se somar ao volume de implantes e retalhos, tratar pequenas assimetrias entre as duas mamas e melhorar o contorno dos seios.
Nem sempre a reconstrução mamária será capaz de restaurar exatamente o volume e a projeção do seio de forma idêntica ao período anterior à mastectomia. Nesses casos, sendo do desejo da paciente e não havendo nenhum risco a ela, podem ser realizados procedimentos em ambas as mamas para que fiquem simétricas.
Além disso, a reconstrução mamária pode envolver a reconstrução da aréola e do mamilo, quando estes precisam ser retirados para o tratamento do câncer. O mamilo pode ser reconstruído com a pele da própria mama e a aréola pode ser reconstruída com micropigmentação (tatuagem).
Pré e pós-cirúrgico da reconstrução de mama
Como todo procedimento cirúrgico, a reconstrução mamária precisa de diversos cuidados em todos os momentos, desde o pré-operatório até o pós-cirúrgico. Como, muitas vezes, a cirurgia está associada ao tratamento de doenças como o câncer de mama, a presença da enfermidade também deve ser levada em conta nesses períodos.
Antes da cirurgia, é importante que uma avaliação minuciosa seja feita pelo cirurgião plástico e pelo mastologista, para avaliar a viabilidade da reconstrução mamária para a paciente, qual é o melhor momento de sua realização e qual técnica deverá ser realizada. Nesse momento, é importante levar em consideração também a opinião e o desejo da paciente.
Exames pré-operatórios são essenciais para avaliar o estado de saúde da paciente e se ela está apta a realizar a cirurgia de reconstrução das mamas. Os principais exames são os de sangue e os cardiológicos, entre outros que o médico julgar necessários. O uso de medicamentos pode ser suspenso ou ajustado, e é recomendável parar de fumar 30 dias antes do procedimento.
O pós-operatório da reconstrução mamária requer uma série de cuidados para que a recuperação transcorra sem complicações, tais como:
- Tomar medicamentos prescritos pelo médico para controle de sintomas como dor e desconforto, que são comuns no começo da recuperação;
- Usar sutiã pós-cirúrgico;
- Não expor a área operada ao sol;
- Manter repouso relativo no primeiro mês, evitando atividades físicas e dirigir;
- Manter alimentação equilibrada e beber bastante água;
- Tomar cuidado com os movimentos realizados pelo braço, evitando movimentos bruscos e elevá-los acima dos ombros;
- Manter contato com o médico e continuar adequadamente todos os tratamentos recomendados.
Riscos da reconstrução mamária
Como qualquer outro tipo de cirurgia, a reconstrução mamária tem alguns riscos que precisam ser considerados para a sua realização. Ainda que a maioria não seja frequente, principalmente quando todas as orientações são seguidas, é importante conhecê-los. Sendo assim, os principais riscos da reconstrução das mamas são:
- Hematoma;
- Problemas na cicatrização;
- Assimetria das mamas;
- Problemas com o implante, como a contratura capsular, ou com os tecidos transferidos;
- Infecções no local operado.
Cirurgião especialista em reconstrução de mama
Como vimos, a reconstrução mamária é um processo muito importante no tratamento para o câncer de mama, uma vez que é uma possibilidade de trazer de volta a autoestima e a autoconfiança tão perdidas durante o tratamento dessa enfermidade.
Por isso, é importante que o procedimento seja realizado por um cirurgião plástico especialista nesse tipo de tratamento. O médico deve estar preparado para, em conjunto com toda a equipe, acolher a paciente em todas as etapas de sua jornada para proporcionar a ela a melhor experiência possível.
O Dr. Walter Matsumoto é especializado em cirurgias reparadoras, tendo realizado muitos procedimentos e estudos sobre reconstrução mamária em sua carreira. A Clínica Walter Matsumoto de Cirurgia Plástica conta com total estrutura para acolher essas pacientes em todos os processos do tratamento, ajudando a trazer autoestima e autoconfiança para esse momento tão difícil.
Entre em contato e agende sua consulta.
Fontes:
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA)

Dr. Walter Matsumoto
Dr. Walter Matsumoto, cirurgião plástico formado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP), conta com mais de 15 anos de experiência na área. O atendimento prestado pelo especialista conta com valores como excelência, transparência e acolhimento. Seu foco está em valorizar a proximidade em todas as etapas da jornada do paciente, desde o pré até o pós-operatório.