Cirurgia de Câncer de Pele

Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

O termo “câncer de pele” designa uma série de tipos de tumores malignos que podem acometer o maior órgão do corpo humano. Estima-se que seja o tipo de câncer mais frequentemente diagnosticado no Brasil e no mundo. Apesar dessa frequência, se descoberto no início da manifestação as chances de cura são muito grandes.

O câncer de pele se manifesta principalmente como feridas que não cicatrizam, pintas, manchas ou sinais. Após o diagnóstico, o principal tratamento para a doença é a cirurgia de câncer de pele, que consiste basicamente na retirada da lesão maligna com margens de segurança. Dependendo do caso, o procedimento pode ser associado a tratamentos como quimioterapia e radioterapia.

Índice

Tipos de câncer de pele

O câncer de pele pode se manifestar de diferentes formas, podendo ser dividido em dois grupos principais: melanomas e não melanomas. Os melanomas são mais raros e mais agressivos. Já os não melanomas são os tipos de câncer de pele mais comuns, costumam ser menos agressivos e, dentre eles, se destacam os carcinomas. Entenda mais a seguir:

Carcinoma basocelular (CBC)

O carcinoma basocelular é o tipo mais comum e menos agressivo de câncer de pele. Sua origem está nas células mais profundas da camada mais externa da pele (epiderme). A exposição ao sol é a causa mais comum desse tipo de câncer. Por esse motivo, é comum que apareça em áreas do corpo que ficam mais expostas, como face, orelhas, couro cabeludo e ombros. No entanto, as lesões podem surgir em qualquer parte da pele.

Esse tipo de câncer de pele é mais comum em pessoas do sexo masculino, de pele clara e com mais de 40 anos. A lesão típica do carcinoma basocelular tem a aparência nodular, brilhante (perlácea) e com pequenos vasos sanguíneos na sua superfície. Alguns casos podem apresentar lesões que se assemelham a uma placa clara e cicatricial.

Carcinoma espinocelular (CEC)

Também um tipo de câncer de pele não melanoma, o carcinoma espinocelular tem origem nas células mais superficiais da epiderme e, assim como o carcinoma basocelular, atinge principalmente as áreas que costumam ficar mais expostas ao sol. É também comum que se inicie sobre feridas persistentes ou cicatrizes.

As apresentações desse tipo de câncer de pele podem se dar de diversas formas, desde manchas e ferimentos que não cicatrizam até placas avermelhadas com a superfície crostosa ou descamativa. O tratamento do carcinoma espinocelular, bem como o do carcinoma basocelular, se baseia principalmente na cirurgia de câncer de pele para remover as lesões com margens de segurança.

Melanoma

Apesar de ser o tipo mais raro de câncer de pele, correspondendo a cerca de 3% dos casos, o melanoma é o mais agressivo. A origem desse tipo está nas células produtoras de melanina, que determinam a cor da pele. Ele pode aparecer em qualquer tipo de tecido epitelial, ou seja, na própria pele ou em mucosas.

Ao contrário dos outros tipos de câncer de pele, o melanoma pode provocar metástases com maior frequência, o que exige tratamento mais cuidadoso. Apesar disso, se descoberto nos estágios iniciais, tem altas chances de boa evolução e cura. Alterações na pele que envolvem aumento do tamanho de pintas pré-existentes, lesões assimétricas, com mais de uma cor e com bordas irregulares devem levantar a suspeita de melanoma.

Quando é necessário realizar a cirurgia de câncer de pele?

cirurgia de câncer de pele é a principal opção adotada no tratamento contra a doença. É realizada preferencialmente por um cirurgião plástico ou oncológico e é recomendada a todos os pacientes diagnosticados com câncer de pele e cujo estadiamento (classificação da gravidade) permite a cura da doença.

Após a cirurgia de câncer de pele, caso seja indicado, o tratamento pode ser complementado com outros métodos (como a quimioterapia), de acordo com o grau de avanço da doença. Da mesma forma, dependendo da necessidade, alguns pacientes podem precisar passar por mais de um procedimento cirúrgico.

Como é realizado o tratamento cirúrgico de câncer de pele?

Quando a lesão é pequena e bem localizada, a cirurgia de câncer de pele pode ser realizada com anestesia local, em ambiente ambulatorial. No entanto, alguns casos de maior complexidade podem necessitar que o procedimento seja feito em ambiente hospitalar, com outros tipos de anestesia.

Antes da cirurgia de câncer de pele podem ser solicitados alguns exames pré-operatórios relacionados à lesão e à saúde geral do paciente, como testes laboratoriais e cardiológicos. Alguns medicamentos podem ter o uso suspenso ou modificado nos dias anteriores e posteriores à cirurgia. O procedimento mais realizado na cirurgia de câncer de pele é a ressecção da lesão com margens de segurança.

Nos casos em que, na cirurgia de câncer de pele, forem realizadas a retirada do tumor e a das margens de segurança com grande área, o médico cirurgião pode optar pela realização de uma cirurgia de reconstrução. O procedimento é realizado por meio de enxertos de pele e retalhos que permitem o fechamento de defeitos complexos, além de uma cicatrização mais uniforme e esteticamente agradável.

Riscos da cirurgia de câncer de pele e cuidados pós-operatórios

Por mais que, na maioria das vezes, a cirurgia de câncer de pele seja um tratamento seguro e simples, é importante estar atento a alguns riscos, principalmente àqueles relacionados à qualidade da cicatrização, além de possíveis infecções e sangramentos na área operada.

Da mesma forma, a recuperação da cirurgia é tranquila, e o tempo de cicatrização varia de acordo com o tamanho da lesão tratada. Para o período, as principais recomendações pós-operatórias são:

  • Cuidar dos curativos, respeitando a higiene local e as recomendações de troca;
  • Evitar agachar e levantar peso, principalmente quando essas atividades forçarem a área operada;
  • Evitar alimentos e medicações que possam prejudicar o processo de cicatrização;
  • Continuar o acompanhamento do câncer para prevenir possíveis evoluções ou recidivas da doença.

Apesar de a cirurgia de câncer de pele ser um tratamento muito eficaz contra a doença, a melhor maneira de se livrar do tumor (e de sua recidiva) ainda é a prevenção. Por isso, é importante ter sempre atenção às seguintes recomendações:

  • Evitar exposição solar e, quando não for possível evitá-la, utilizar protetor solar;
  • Manter a hidratação da pele;
  • Observar a presença de qualquer lesão de origem desconhecida e que não cicatriza;
  • Consultar-se periodicamente com um dermatologista.

Cirurgião plástico especialista em câncer de pele

O cirurgião plástico é o profissional mais adequado para a realização da cirurgia de câncer de pele. Isso porque, além do procedimento de remoção do tumor, é o médico mais apto para realizar a reconstrução da área operada, possibilitando uma aparência mais harmônica e uniforme a ela.

Por ser uma cirurgia reconstrutiva, a cirurgia de câncer de pele deve ser feita preferencialmente por um cirurgião plástico especializado e com experiência nesse tipo de procedimento, oferecendo acolhimento ao paciente em todas as etapas de sua jornada de tratamento.

Dr. Walter Matsumoto é cirurgião plástico especialista na realização de microcirurgias reconstrutivas. Com anos de experiência em procedimentos reparadores, como a cirurgia de câncer de pele, ele oferece em sua clínica infraestrutura total para atendimento e acompanhamento de seus pacientes.

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Fontes:

Instituto Nacional do Câncer

Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica

Dr. Walter Matsumoto

Dr. Walter Matsumoto, cirurgião plástico formado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP), conta com mais de 15 anos de experiência na área. O atendimento prestado pelo especialista conta com valores como excelência, transparência e acolhimento. Seu foco está em valorizar a proximidade em todas as etapas da jornada do paciente, desde o pré até o pós-operatório.

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