Ginecomastia

Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)
Ginecomastia é o nome que se dá ao crescimento descontrolado (hipertrofia) das glândulas mamárias masculinas. Em alguns casos, a hipertrofia ocorre em combinação com o excesso de gordura localizada e pode estar presente em uma ou em ambas as mamas. A maioria dos homens com essa condição se sente desconfortável e com a autoestima e autoconfiança abaladas.
Os principais afetados pela ginecomastia são os jovens no período da puberdade. Homens mais velhos, principalmente durante a andropausa, também podem passar pelo problema. Apesar disso, dependendo dos fatores causadores, a condição pode surgir em homens de qualquer idade.
Índice
Quais são as causas da ginecomastia?
A maioria dos casos de ginecomastia está associada a fatores hormonais, principalmente quando os níveis de estrogênio no corpo estão maiores que os de testosterona. Essas alterações ocorrem de formas diferentes de acordo com a fase da vida:
- Recém-nascidos no período de lactação podem desenvolver a ginecomastia por influência do excesso de hormônios maternos recebidos;
- Na puberdade, as mudanças hormonais podem causar diversas alterações no corpo, incluindo a hipertrofia mamária;
- Nos homens mais velhos, a queda de testosterona é o principal fator hormonal que influencia o aparecimento do problema.
Além da influência das alterações hormonais naturais, a ginecomastia pode ser causada por outros fatores, como:
- Idiopatia (sem causa específica identificável);
- Problemas congênitos;
- Uso de alguns medicamentos;
- Uso de esteroides anabolizantes;
- Tratamentos nos testículos;
- Efeitos colaterais da quimioterapia e de outros tratamentos para o câncer;
- Problemas na tireoide, entre outros.
Tipos de ginecomastia
A ginecomastia pode ser classificada de acordo com o grau de evolução da hipertrofia mamária:
- Grau 1: nesse tipo, o aumento de tecido glandular está concentrado em torno da aréola, deixando-a com a aparência saltada. Apesar disso, ainda não há excesso de pele.
- Grau 2: o aumento do tecido mamário é moderado, mas ainda com pouco excesso de pele, que pode ser perceptível discretamente sob as roupas. Dependendo da quantidade de excesso de pele, pode ser classificada em Grau 2A e Grau 2B.
- Grau 3: ocorre quando o aumento das mamas atinge toda a área, sendo facilmente perceptível sob as roupas e afetando a aparência de todo o tórax. A flacidez excessiva dos tecidos pode causar ptose (queda) mamária.
Além do crescimento das mamas, alguns homens costumam se queixar de alguns sintomas, como dor, sensibilidade, inchaço e desconforto na região torácica, em qualquer um dos estágios da ginecomastia.
Também é importante diferenciar a ginecomastia de uma condição chamada lipomastia (ou pseudoginecomastia), que, apesar de também consistir no aumento do volume das mamas, é causada pelo acúmulo de tecido adiposo, sem aumento glandular. Essa condição é mais comum em homens com sobrepeso e obesidade.
Como é feito o tratamento?
A ginecomastia, em alguns casos, tende a regredir naturalmente, principalmente nos casos em que ela ocorre na puberdade. Quando a ginecomastia não regredir espontaneamente, vale a pena procurar tratamento especializado.
Acompanhamento médico
O acompanhamento médico é essencial para que a ginecomastia seja devidamente diagnosticada e seu grau de evolução avaliado. Assim, é possível estabelecer qual é a melhor técnica para cada caso.
Inicialmente, o clínico geral, o endocrinologista e o mastologista podem diagnosticar e acompanhar a evolução da ginecomastia. Caso o tratamento cirúrgico seja indicado, o paciente costuma ser encaminhado para o cirurgião plástico.
Tratamento com remédios
O tratamento medicamentoso da ginecomastia costuma ser prescrito por um médico endocrinologista e pode ser indicado para os pacientes com os graus de evolução mais leves do problema e nos quais não houve regressão espontânea.
Nos casos em que a ginecomastia foi causada pelo uso de algum tipo de medicamento, é importante que se avalie a possibilidade de suspendê-lo ou substituí-lo. Isso vale também para outros tipos de agentes externos causadores do problema.
Cirurgia para ginecomastia
A cirurgia plástica é um tratamento definitivo para resolver a ginecomastia. Realizada por um cirurgião plástico especializado, o procedimento é capaz de restaurar o formato das mamas e o contorno do tórax. Geralmente, é indicada para pacientes que não tiveram regressão espontânea, têm um grau severo de evolução da doença ou não tiveram bons resultados com o tratamento medicamentoso.
O tratamento cirúrgico da ginecomastia consiste na remoção do excesso de tecido glandular e de pele, restaurando o contorno mamário e do tórax. Dependendo do caso, podem ser feitos também a remodelação e o posicionamento da aréola.
Além disso, a lipoaspiração do tórax pode ser realizada quando houver excesso de gordura ao redor do tecido mamário, para dar um contorno melhor à região. Por fim, caso o paciente apresente os pré-requisitos, podem ser realizadas a lipoaspiração HD (ou de alta definição) e a lipoenxertia do peitoral maior para realçar a musculatura local.
A recuperação da cirurgia costuma ser tranquila, podendo ser necessário o uso de bandagem ou malha pós-cirúrgica. Além disso, o paciente deve tomar alguns cuidados em relação à retomada das atividades físicas, à alimentação e à cicatrização das incisões, seguindo todas as instruções dadas pelo cirurgião.
Cirurgião plástico com ampla experiência em ginecomastia, mamoplastia e reconstrução mamária, Dr. Walter Matsumoto oferece total infraestrutura para atender os pacientes com ginecomastia. Entre em contato e agende uma consulta.
Fontes:
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
Revista Brasileira de Cirurgia Plástica

Dr. Walter Matsumoto
Dr. Walter Matsumoto, cirurgião plástico formado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP), conta com mais de 15 anos de experiência na área. O atendimento prestado pelo especialista conta com valores como excelência, transparência e acolhimento. Seu foco está em valorizar a proximidade em todas as etapas da jornada do paciente, desde o pré até o pós-operatório.